Dilma e o tiro no pé da “consulta popular” para convocar “novas eleições”

Não duvido que João Santana esteja auxiliando Dilma de dentro da cadeia

 

Dilma
Foto: Entrevista para TV BRASIL

Hícaro Teixeira – 10.06.2016

Dilma e o PT lançaram uma estratégia de marketing para tentarem ludibriar o povo: que se vencerem o impeachment “consultaria a população” para convocar as novas eleições. Ela afirmou, durante a entrevista com o jornalista medroso e despreparado, Luis Nassif.

Ninguém é bobo. Depois de tantos escândalos de corrupção envolvendo Dilma e todo o seu partido, ninguém dará crédito a ela  – apenas os militantes e, provavelmente, o UOL e a Folha.

O objetivo dessa entrevista foi lançar essa ideia para tentar desestabilizar o impeachment. Algo difícil de acontecer.

Essa estratégia é tiro no pé – principalmente no dá Marina Silva – que quer novas eleições. Não duvido que João Santana esteja auxiliando Dilma de dentro da cadeia.

 

Deputado petista publica pesquisa falsa sobre aprovação do governo Temer

A pesquisa é tão falsa que tem 101% de opinião

Hícaro Teixeira – 06.06.2016

O deputado federal Sibá Machado (PT-AC) publicou uma pesquisa de opinião falsa e sem fonte, em seu perfil no Facebook, sobre o governo de Michel Temer, de 101% de opinião. Na cabeça do petista,  a conta fecha da seguinte maneira: 90+11=100.

Sibá

Temer precisa exonerar Henrique, antes que seja tarde

Se o ministro do Turismo for exonerado, Temer demonstrará respeito a Operação Lava-Jato

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Foto: Reprodução

Hícaro Teixeira – 06.06.2016

O presidente interino Michel Temer não pode errar mais. Temer precisa exonerar todos os ministros envolvidos em escândalos de corrupção.  Henrique Eduardo Alves, amigo do presidente e ministro do Turismo, foi citado hoje pelo Rodrigo Janot, procurador-geral da República, por ter atuado para obter dinheiro desviado da Petrobras em troca de favores para empreiteira OAS.

Esses recursos desviados da estatal abasteceram o caixa de sua campanha para o governo do Rio Grande do Norte.

Evidentemente, se Alves for exonerado, passará a ser investigado e julgado pelo juiz Sérgio Moro. Se Temer afastar o ministro do Turismo, também demonstrará respeito a Operação Lava-Jato.

“Houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS”, disse Janot.

Henrique rebate todas as acusações alegando que prestou as contas de campanha à Justiça Eleitoral.

Sem o apoio de Dilma, governo de Maduro entra rapidamente em colapso

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Foto: Dida Sampaio/Estadão

Hícaro Teixeira – 02.06.2016

Depois que a oposição venezuelana passou a ir às ruas pedir o referendo revogatório do presidente-ditador, Nicolás Maduro, por desrespeitar os direitos humanos e afundar a economia do país, causando um mal-estar social, o mandato de Maduro entrou em combustão.

Uma onda vem derrubando o populismo na América Latina.  O Brasil teve um papel importante nessa mudança: influenciou a Venezuela com o afastamento de Dilma Rousseff, aliada de Maduro. A Argentina também teve um protagonismo fundamental, com a vitória de Maurício Macri, que defenestrou o kichinerismo do poder.

São países em que o populismo causou um enorme estrago na economia. Se o Brasil não tivesse pressionado através das manifestações o afastamento de Dilma, o país estaria caminhando para a direção do mesmo caos econômico e social da Venezuela.

A economia venezuelana está praticamente trancada – com grandes investidores abandonando o país, uma hiperinflação que corrói o salário dos trabalhadores, provocando o aumento da pobreza; os preços controlados pelo governo e o desabastecimento causando enormes filas nos mercados.

É importante lembrar que Dilma Rousseff financiou a ditadura assassina na Venezuela. Maduro perdeu uma aliada que patrocinava projetos com intenções de desvio de dinheiro público, como a construção do metrô, pontes, hidrelétricas e rodovias – por meio da empreiteira Odebrecht. Todas essas obras foram financiadas pelo BNDES. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as empreiteiras brasileiras tiveram contratos de US$ 20 bilhões – todos irregulares.

O que mais tem provocado Nicolás Maduro foi o gesto inédito do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro, convocando uma sessão urgente do Conselho Permanente da entidade para discutir a crise na Venezuela. E, óbvio, a resposta de Maduro, um sujeito demencial, que foi sugerir a Almagro  “que enrole a Carta Democrática em um tubinho e lhe dê um melhor uso”.

Assim como Dilma fez no Brasil, utilizando as instituições públicas aparelhadas pelo petismo, Maduro também vem usando o TSJ (Tribunal Superior de Justiça), com um mandato de segurança para suspender os deputados oposicionistas, que são a maioria na Assembleia, e ainda prepara uma sentença para impedir a realização de um referendo revogatório contra ele neste ano, conforme prevê a Constituição venezuelana.

Até aqui, graças a mudança de rumo que o Brasil teve, o país parou de passar vergonha em relação a política externa. Os olhos do mundo sabiam que uma prática definia a relação do Brasil e Venezuela: a corrupção.