Sem o apoio de Dilma, governo de Maduro entra rapidamente em colapso

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Foto: Dida Sampaio/Estadão

Hícaro Teixeira – 02.06.2016

Depois que a oposição venezuelana passou a ir às ruas pedir o referendo revogatório do presidente-ditador, Nicolás Maduro, por desrespeitar os direitos humanos e afundar a economia do país, causando um mal-estar social, o mandato de Maduro entrou em combustão.

Uma onda vem derrubando o populismo na América Latina.  O Brasil teve um papel importante nessa mudança: influenciou a Venezuela com o afastamento de Dilma Rousseff, aliada de Maduro. A Argentina também teve um protagonismo fundamental, com a vitória de Maurício Macri, que defenestrou o kichinerismo do poder.

São países em que o populismo causou um enorme estrago na economia. Se o Brasil não tivesse pressionado através das manifestações o afastamento de Dilma, o país estaria caminhando para a direção do mesmo caos econômico e social da Venezuela.

A economia venezuelana está praticamente trancada – com grandes investidores abandonando o país, uma hiperinflação que corrói o salário dos trabalhadores, provocando o aumento da pobreza; os preços controlados pelo governo e o desabastecimento causando enormes filas nos mercados.

É importante lembrar que Dilma Rousseff financiou a ditadura assassina na Venezuela. Maduro perdeu uma aliada que patrocinava projetos com intenções de desvio de dinheiro público, como a construção do metrô, pontes, hidrelétricas e rodovias – por meio da empreiteira Odebrecht. Todas essas obras foram financiadas pelo BNDES. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as empreiteiras brasileiras tiveram contratos de US$ 20 bilhões – todos irregulares.

O que mais tem provocado Nicolás Maduro foi o gesto inédito do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro, convocando uma sessão urgente do Conselho Permanente da entidade para discutir a crise na Venezuela. E, óbvio, a resposta de Maduro, um sujeito demencial, que foi sugerir a Almagro  “que enrole a Carta Democrática em um tubinho e lhe dê um melhor uso”.

Assim como Dilma fez no Brasil, utilizando as instituições públicas aparelhadas pelo petismo, Maduro também vem usando o TSJ (Tribunal Superior de Justiça), com um mandato de segurança para suspender os deputados oposicionistas, que são a maioria na Assembleia, e ainda prepara uma sentença para impedir a realização de um referendo revogatório contra ele neste ano, conforme prevê a Constituição venezuelana.

Até aqui, graças a mudança de rumo que o Brasil teve, o país parou de passar vergonha em relação a política externa. Os olhos do mundo sabiam que uma prática definia a relação do Brasil e Venezuela: a corrupção.

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Autor: Hícaro Teixeira

Jornalista, liberal, músico e brasiliense, Hícaro Teixeira de Oliveira nasceu em Sobradinho-DF, no ano de 1992. Formou-se em jornalismo pelo Centro Universitário – IESB, em 2016. Passou pela redação da Rádio Justiça, Congresso em Foco e trabalhou na assessoria de imprensa da Presidência da Câmara dos Deputados (2014/2015), na OAB-DF (Ordem dos Advogados do Distrito Federal) e na Secretaria de Direitos Humanos/PR. Colaborou com o jornal Diário da Manhã em 2014, no caderno de política.

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